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9 | Janeiro

Agronegócio

publicado em 09/01/2019

Cerrado, orgânicos e cerveja vão bombar no DF em 2019, apontam chefs


Quatro cozinheiros renomados da cidade indicam as tendências que você vai consumir na capital neste ano
 
Kacio Pacheco/Arte/Metrópoles
 
Sustentabilidade é uma palavra que domina agenda política, social e econômica do mundo inteiro. Assim, seria impossível desassociar o tema da gastronomia: o uso de ingredientes orgânicos e a valorização de produtores locais será a grande tendência no setor brasiliense em 2019.
 
Quatro prestigiados chefs da capital ouvidos pelo Metrópoles foram unânimes em apostar na sustentabilidade e na valorização como os principais tópicos “culinários” do novo ano.
 
Sustentabilidade pode parecer um pouco vago em um mundo acostumando em comentar sushis, feijoadas, hambúrgueres e churrascos. A ideia é reproduzir aquilo que na gringa é conhecido como farm to table: em tradução direta, quer dizer da fazendo direto para a mesa.
 
Em um mundo no qual o desperdício é cada vez mais combatido, usar os alimentos de maneira integral (miúdos de animais e cascas de vegetais, por exemplo) e valorizar a produção sem o uso de intensivos agrícolas será a pauta mais importante dos restaurantes.
 
Comida e cerva daqui
Gil Guimarães, o nome à frente da Baco, do Parrilla Burguer e da Hop Capital, aposta em duas tendências: artesanal e Cerrado. O chef e restaurateur acredita que a gastronomia brasiliense vai se aprofundar na valorização dos pequenos produtores e nos usos dos ingredientes típicos da região. Não à toa, ao lado de Mara Alcamim e Francisco Ansiliero, fundou o Panela Candanga.
 
“Vamos fortalecer o conteúdo da cozinha de Brasília”, crava Gil. O cozinheiro aponta para outra tendência forte na capital: a produção artesanal de cervejas. São dezenas de iniciativas no mundo da cevada e do lúpulo. “A gente está em um caminho muito legal”, atesta.
 
A capital verá, segundo o especialista, em 2019, um aumento explosivo do número de feiras dedicadas a cervejas artesanais, ao mesmo tempo em que gêneros como food trucks vão perdendo cada vez mais força.
 
É preciso aquecer!
A chef Alexandra Alcoforado, que comanda as caçarolas do renovado D.O.C (QI 21), acredita no resgate das tradições em 2019. Para ela, a comida bem-feita com tempero caseiro e saudável vai se unir à sustentabilidade, criando um novo cardápio.
 
Além da valorização do local e do combate ao desperdício, a cozinheira acredita em outro movimento: o aquecimento econômico da cena brasiliense.
 
“Teremos uma renovação alta no Congresso Nacional e isso significa uma safra de novos comensais chegando à cidade. Vai ser um movimento importante para a gente superar 2018, um ano difícil”, diz Alcoforado.
 
Hora de criar
André Castro, chef do Authoral (302 Sul), busca na inovação a fórmula para enfrentar as dificuldades de 2018. “Não foi um ano tão bom, teve muita instabilidade política, social e econômica. Nosso setor foi muito afetado”, avalia.
 
É aí que, segundo o mestre-cuca, a criatividade deve agir. O cozinheiro quer unir o apreço pelos ingredientes naturais e produzidos na região com as técnicas inventivas e modernas da gastronomia.
 
Cada vez mais eu acredito que a gente tem que pensar global e cozinhar local. Promovendo a união entre os chefs"
André Authoral
 
A inspiração de André está no trabalho desenvolvido em outros países, como Espanha e Peru. A partir de um movimento liderado pelos cozinheiros de valorização dos ingredientes locais, a culinária desses países virou objeto de desejo mundo afora.
 
Brasília, mostra sua cara
“Quero muito acreditar que possamos cada vez mais valorizar o alimento e toda a sua cadeia produtiva, aproximando ainda mais os chefs dos pequenos agricultores”, assim, Tonico Lichtsztejn projeta o 2019 gastronômico no Distrito Federal. Para o cozinheiro, considerado um dos mais renomados churrasqueiros da cidade, esse movimento reforçará a identidade da gastronomia do Distrito Federal.
 
Para o Lichtsztejn, hamburguerias, comidas orgânicas e as casas de carne seguirão rumo ao profissionalismo neste 2019. “Cada vez mais acredito em chefs com personalidade própria, que buscam o máximo dos alimentos”, aponta.
 
E, para superar as dificuldades econômicas de 2018, o cozinheiro não tem dúvidas: feiras gastronômicas com comida gostosa a preço justo vão ocupar as ruas do Distrito Federal.
 

Fonte: Metrópoles

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