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13 | Junho

Agronegócio

publicado em 13/06/2018

Adubação Verde melhora sanidade e qualidade de alimentos e reduz custo de produção na agricultura familiar


Pesquisa sobre adubação verde tem melhorado a sanidade e qualidades dos alimentos e diminuído o custo de produção para o agricultor familiar paulista. A iniciativa é coordenada por Edmilson José Ambrosano, do Polo Regional de Piracicaba da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
 
A pesquisa se encontra em sua fase final, que é a análise econômica, onde é feito o levantamento de preços dos sistemas de produção com e sem a utilização do adubo. Os resultados estão sendo compilados para se tornarem ganhos reias para agricultura familiar paulista. Outra vantagem dos adubos verdes é que muitos combatem os nematoides, que são pragas do solo, diminuindo sua infestação e produzindo melhor em ambas as safras.
 
 
“Trata-se de uma pesquisa direcionada à agricultura de base familiar e orgânica, que depende das leguminosas e adubos verdes para terem nitrogênio no sistema”, conta Ambrosano.
 
“Apoiar a agricultura familiar do Estado de São Paulo oferecendo condições para o produtor gerar renda e agregar valor é uma das principais orientações do governador Márcio França para a secretaria de Agricultura”, lembra o secretário Francisco Jardim.   
 
Uma década
 
Há 10 anos, o pesquisador conseguiu a aprovação do projeto junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com objetivo de estudar o desempenho de um tomate híbrido com fontes alternativas de fertilizantes, para que o agricultor familiar utilize destas fontes visando à redução de custos em sua produção.
 
Para o início das pesquisas em campo, ele teve a ajuda do Rancho Orgânico, Sítio Small Farm, Sementes Pirai e Sítio Floresta de São Francisco, onde fizeram duas linhas de plantas do tomateiro com a semeadura dos adubos. A pesquisa contou com uma abordagem inovadora onde o experimento foi instalado junto ao produtor. “O agricultor participou desde a escolha da cultura, o desenvolvimento do experimento e colheita, opinando e discutindo os resultados”, disse Ambrosano.
 
 
Foram cultivados tomates com o tratamento de três adubos verdes diferentes: Feijão-Mungo, Tremoço-Branco e Crotalária-Júncea, que auxiliaram na liberação de nutrientes e serviram como fonte alternativa de nitrogênio. Também foi cultivada uma plantação sem adubo para saber a diferença entre os plantios de tomates. O coordenador do estudo conta que “com a prática da adubação verde, as plantas fazem uma reciclagem de nutrientes no solo, trazendo sais minerais para a superfície que ficam à disposição das hortaliças para seu crescimento adequado”.
 
Os tomates foram semeados em duas diferentes safras no ano. “Com o uso adequado deste fertilizante natural, a produção aumentou e trouxe benefícios aos produtores e aos consumidores, que tem importantes sais minerais para nossa nutrição”, explica Ambrosano.
 
Após os cultivos, foi feito um levantamento sobre os componentes de produção onde foram analisadas características dos frutos: Número de Frutos Totais (NFT), Número de Frutos Comerciais (NFC), Número de Frutos Danificados (NFD), Peso de Frutos Totais (PFT), Peso de Frutos Comerciais (PFC) e Peso de Frutos Danificados (PFD).
 
Foi levantada também a qualidade e estado nutricional dos frutos para garantir que a prática empregada não diminua seus teores nutricionais. Foi analisada ainda a transferência de nitrogênio fixado pela simbiose entre bactérias do solo para que seja mais efetiva, então “o produtor deixará de gastar dinheiro na aquisição de elementos nutrientes em seus cultivos”.
 
O mesmo solo foi utilizado para semear alface, com a finalidade de avaliar o efeito residual do nitrogênio da adubação verde aplicada anteriormente. O resultado foi que “20% do nitrogênio na alface veio da leguminosa tremoço-branco”.
 
Lucy Maria Scaglia, produtora que trabalha com adubos verdes e que apoiou o pesquisador, acredita nos ganhos da adubação verde dizendo que “é um grande aliado para o produtor rural”. O coordenador da pesquisa crê nos benefícios da iniciativa avaliando que “a adoção da tecnologia é feita o mais rápido possível, para que os benefícios do projeto estejam disponíveis aos produtores orgânicos da base familiar”.
 
 
Resultados da análise nutricional:
 
As tabelas abaixo resumem o projeto, que além dos adubos verdes contou com o teste de uma formulação homeopática: o Phosphorus na CH100 aplicado no solo versus a aplicação de álcool.
 
1 e 2 - Resultados referentes à produtividade total e comercial do tomate
 
 
 
*O preparado homeopático foi o Phosphorus CH100. O álcool 70% foi utilizado como testemunha por ser o veículo utilizado no preparo do Phosphorus. Ao cultivar o tomateiro foi utilizada a Saladete DRW 3410.
 
3 - Teores de nutrientes presentes nos adubos verdes.
 
 
* Na Tabela 4 pode-se notar que a homeopatia aplicada no solo aumentou a vitamina C, juntamente com a leguminosa e feijão-mungo que mais influenciaram na qualidade do tomate e salada, demonstrando uma função da adubação verde, que é garantir e melhorar a qualidade dos produtos.
 

 


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